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Enviada em 20/11/2008 às 11h28min

Sabatina Nominuto discutiu mercado do petróleo e futuro do pré-sal no Brasil

Paulo Alexandre Souza da Silva, superintendente de Promoção de Licitação da ANP, explicou como será Fórum de hoje (20) na Fiern.
Fotos: Vlademir Alexandre
Superintendente de Licitações da ANP deu informações sobre a Décima Rodada de Licitações.
A sétima Sabatina Nominuto, realizada na noite desta quarta-feira (19), com o superintendente de Promoção de Licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Paulo Alexandre Souza Silva, tratou principalmente do futuro do pré-sal e de biocombustíveis, além de falar sobre a 10ª rodada de licitações e consórcios que será realizada em dezembro no Rio de Janeiro.

Paulo Alexandre é técnico de carreira da ANP com mestrado em geofísica e doutourado em computação aplicada à area de petróleo e representa a Agência hoje (20) no Fórum de Divulgação da 10ª Rodada em Natal, realizado na Fiern.

O superintendente considera importante o evento na capital potiguar. Segundo ele, o Rio Grande do Norte é, junto com a Bahia, o estados mais atrativo para as futuras concessionárias desse setor.

Pequenas emrpesas
Além disso, apesar de o mercado de petróleo e biocombustíveis movimentar grandes valores, há espaço para os pequenos e médios investidores.

“Essa idéia de que as licitações são inacessíveis às empresas pequenas já foi desmistificado”, comentou durante a Sabatina Nominuto. Para Paulo Alexandre, ao contrário das áreas de novas fronteiras, as áreas que serão licitadas, todas terrestres, estarão acessíveis a qualquer empresário.

O superintendente explicou o que chama de “pequena” e “grande” empresa em termos de licitações de óleos e antecipou alguns valores da 10ª rodada de leilões.

Uma pequena empresa pode adquirir um poço na Bacia Potiguar com um investimento médio de R$ 500 mil. Às grande empresas, interessam os poços da recém-descoberta área de pré-sal, avaliados em R$ 250 milhões a R$ 300 milhões.

Para comprar um poço num leilão, o empresário precisa pagar um bônus de participação, que varia de R$ 100 mil a 400 mil e garantir que investirá na área. Dependendo da área do poço, esses investimentos podem variar de R$ 670 mil a R$ 100 milhões, como é o caso da Bacia Amazônica.

"Temos empresas 'A', empresas médias, e pequenas interessadas nas licitações. Creio que vamos ter uma rodada que até já ultrapassa nossas expectativas", diz Paulo Alexandre.

Até sexta-feira (14), 48 empresas demonstraram interesse em participar da rodada de licitações que acontecerá em dezembro no Rio de Janeiro. Das quais 28 são brasileiras e 20 fazem parte de grupos econômicos internacionais.

"Eu diria que elas estão muito bem subdividadas", comentou Paulo Alexandre, em relação ao tamanho das empresas. 






Energia eólica

Ele defendeu que o Rio Grande do Norte pode competir com outros combustíveis usando a energia eólica.

Segundo o superintendente, para que as novas energias, como a eólica e a energia solar, se tornem baratas a ponto de competir no mercado, é preciso grande investimento em pesquisa de tecnologia.

“Precisamos de uma academia forte, precisamos investir na produção de tecnologia dentro das universidades”, defendeu porque, segundo ele, a tecnologia é dominada pelas universidades e pelo pequeno investidor.

Preocupação ambiental
Dentre as ações de preservação ambiental realizadas pela Agência Nacional de Petróleo(ANP), a parceria com órgãos ambientais está em destaque.

Segundo Paulo Alexandre, todas as áreas exploradas precisam de licença ambiental. A ANP está sempre recorrendo aos blocos ambientais, como o Ibama.

“Esse casamento entre exploração e meio ambiente está bem equacionado”, disse Paulo Alexandre, referindo-se às iniciativas de preservação ambiental.

Licitações
Paulo Alexandre, defendeu o modelo de licitações e consórcios realizados no Brasil durante a Sabatina Nominuto.

“O Brasil tem sido exemplo para o mundo em matéria de consórcios e licitações”, comentou.

Apesar de a Rodada de Licitações ser em dezembro, já existem grupos com toda a documentação pronta para as ofertas licitatórias. "Treze empresas já estão qualificadas para que façam suas ofertas", fala o superintendente, que acredita chegar ao final do processo seletivo com, pelo menos, 25 empresas.

Pré-sal 

Paulo Souza falou sobre os estudos do Pré-sal.
Com a descoberta das reservas do pré-sal, que segundo estimativas deverá produzir mais de 50 bilhões de barris de petróleo. Os investimentos nas outras reservas de petróleo, por exemplo, as da Bacia Potiguar devem continuar.

Segundo o superintendente de Promoção de Licitações da ANP, o pré-sal é uma reserva para não se preocupar com a auto-suficiência, mas os investimentos em bacias maduras devem continuar, tanto na Potiguar quanto no Recôncavo, pois são as campeãs de investimentos.

A cautela de Paulo Alexandre se deve à crise financeira atual, que tem deixado o preço do petróleo em queda. Para ele, a melhor opção é esperar os resultados dos testes realizados no pré-sal.

As indefinições sobre as reservas petrolíferas do pré-sal também circundam a produção de gás. Estudos preliminares na camada indicam que há muito gás natural ou quase nenhum, o que torna vaga as conclusões sobre a reserva.

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