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O bem e o mal na senda do voluntariado

A humanidade sempre conviveu com o bem e o mal
Tudo que fazemos na vida apresenta dois lados. Tem uma assertiva religiosa que revela que muito será cobrado, há quem muito é dado. Tenho uma experiência de vida bem complexa. Não sou dado à inércia, ajo em diversas áreas, atuando com freqüência em muitos campos, notadamente no cultural, jornalístico, social, literário, turístico, trabalhista e na área do empreendedorismo.

Por me movimentar entre tantas áreas e por estar presente em muitas ações, conheço de perto as nuances e os lados envolvidos em muitas coisas na vida.

Até o momento consegui ir driblando as armadilhas negativas da vida, os seres malignos e fui derivando para o lado bom das coisas, procurando satsang, que na Índia quer dizer, a companhia de almas boas, de pessoas de bem.

Claro que tenho problemas, que levo bordoadas, que caio em armadilhas, mas ligeiramente sacudo a poeira, dou a volta por cima e corro em direção à luz.

Nos últimos tempos tenho direcionado minha vida para cumprir missão evolutiva e fazer a parte que me cabe na minoração dos males que acometem seres do meu reino e de outros também. Procuro dentro de minhas possibilidades contribuir ofertando alimento, lazer, emprego e ensinando também a pescar, como dizem por ai ser correto.

Procuro colaborar ainda de maneira lúdica, com os irmãos do reino animal, aderindo ao vegetarianismo e realizando ações com o personagem PaZlhaço da Paz, que conscientiza sobre a importância da liberdade, notadamente dos passarinhos, trabalho que desenvolvo no bairro de Mãe Luiza, na cidade do Natal, onde encarnei para minha felicidade, tão bela é esta cidade brasileira.

Militando nessa seara, buscando recursos para construir a Casa do Bem, espaço amoroso que vai ser palco de muitas ações humanitárias no futuro, vou enveredando por alguns caminhos, que revelam aos poucos, o lado negativo de muitos seres em passagem por este planeta que ora habitamos.

Como muitas organizações estão sendo utilizadas de maneira inapropriada e, por pessoas do mal, todos nós, dirigentes de ONGs, passamos a ser vistos como ladrões em potencial.

Particularmente, já fui aconselhado a não exibir fotos de minhas viagens ao exterior, de não comprar um carro mais potente e de não exibir vestuário de grife, sob pena de tudo isso ser creditado a desvio de recursos da entidade.

Recuso-me a mudar uma vírgula sequer de minhas ações pessoais, pois se assim for, virarei um escravo de negativistas, que infelizmente, estão aos montes por ai.

Como sou um ativista social nascido em berço de ouro, pois sou filho de um bem sucedido cirurgião-dentista e, por meus próprios esforços, tenho uma maravilhosa carreira profissional, com inúmeros clientes em assessoria de imprensa e diversas outras fontes de renda, todas originárias de apurada visão empresarial, sofro mais que alguns outros, certa patrulha social, por algumas pessoas que desconhecem minhas atividades pessoais.

Já ouvi através de amigos diversos comentários maldosos. Fico pensativo, mas não desisto do caminho que estou trilhando. A Casa do Bem está sendo construída com recursos da Cosern, através de lei de incentivo a cultura. Não vai dar para terminar, mas aguardo outras adesões e ainda tenho esperança de receber ajuda da Prefeitura do Natal e do Governo do Estado.

A obra é totalmente do bem. Não tenho nenhum interesse político nas ações que realizamos e, diga-se de passagem, já são muitas, mesmo sem a sede própria. Não misturo a entidade com religião nenhuma, mesmo tendo minhas crenças pessoais, é claro.

Minha vida tem sido maravilhosa. Amo intensamente meus pais, meu filho, minha esposa, amigos e a causa do bem. Quem está perto de mim sabe a paixão que sinto por tudo isso.

Sou rico materialmente, muito rico acredito, pois soube empregar o dinheiro ganho honestamente. Não bebo, não fumo, não uso drogas e nem sou dado a gastos supérfluos. Boa parte do que ganho emprego em caridade, gosto disso.

Sou consciente de minha missão neste planeta. Estou de passagem e sei que não levo nada. Quero sim é deixar. Deixar meu filho orgulhoso do pai que tem. Minha esposa feliz com o marido que tem. Meus pais honrados com o filho que tanto os ama. Quero deixar pessoas felizes, pessoas empregadas, pessoas mais alimentadas.

Quero fazer a minha parte, assim como o beija-flor pingando gotas no incêndio da floresta. Nenhum comentário maldoso vai apagar minha disposição de ajudar. Nenhum ser negativo vai conseguir me afastar da seara do bem.

Meu compromisso com o planeta está selado. Minha missão já começou e, a cada dia que passa mais disposição e vontade tenho de servir ao próximo.

Muito ainda vai ser feito e, se você amigo ou amiga puder ajudar, estou pronto para somar. Sou da paz. Sou da luz. Sou do amor mais lindo e tenho para o mundo a energia mais pura, a divina, a espiritual, a social, a minha energia é do bem e é real.

Por Flávio Rezende
É escritor e jornalista em Natal/RN
(escritorflaviorezende@gmail.com)

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